domingo, 10 de maio de 2009
"Noite... noite estrelada..."
Noite... noite estrelada no porão da nau os homens amontoam-se para dormir. Um deles observa a estrela mais brilhante do firmamento. Não quero dar-lhe nome nem falar da sua vida.Apenas digo que terá sido guardião. Alias o nome perdeu-se num algum registo de bordo ou num diário de um Capitão. Apenas vou contar a sua história de amor. As cartas que escreveu. É somente um dos muitos exemplos de homens apaixonados. Assim como o soldado desconhecido este é um apaixonado desconhecido que quis imortalizar o seu amor. Escreveu textos, criou músicas, cantou, leu e comparou o seu amor ao mundo. Jamais terá havido para ele alguém que tenha amado mais do que o que ele amou. É noite estrelada. O mar está pacifico como um lago. Deve ser por isso que lhe deram esse nome. A cada milha que passa o seu peito aperta. É um qualquer mês de um ano de Renascimento. O Homem no centro do mundo. Tudo tentam racionalizar. Tudo tem que ser provado cientificamente. A Humanidade é dotada de conhecimentos cientificos para cruzar um oceano e navegar meio mundo mas ainda assim não consegue explicar o Amor. Em terra ficou a sua amada. Dela tambem não deixo nome apenas as influências gelidas que o compõe. Juntos sonham com um mundo onde podem construir o que quiserem. Juntos sorriem a saudar um novo dia e suspiram com o chegar da noite. De momento ainda que partilhem o mesmo destino, estão separados por meio mundo. Um meio mundo que pode ser fisico ou um meio mundo de desafios. Juntos eles sonham. Juntos crescem e aprendem. A profundidade do seu amor consegue ser maior que o pacifico oceano que ele agora atravessa. Por noites eternas ele guardará o seu amor. Por noites eternas ela aguardará a sua chegada. E porque me proponho contar a sua história? Porque no fundo todos nós conheceremos alguém com um amor tão grande como estes dois desconhecidos. Contra ventos e marés ele navegou, lutou e aguardou. Por quatro anos este jovem marinheiro aguardou o dia de poder entregar-se nos braços da sua amada sem ter que pensar em ventos contrários ou paredes de agua. Deambulei no tipo de texto que é meu costume escrever. Mas acreditando eu no amor, exaltando-o eu aos quatro ventos e até no Mar da Tranquilidade,não podia deixar de contar este romance histórico. Amemo-nos eternamente como os maiores da nossa história.
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