segunda-feira, 11 de maio de 2009
"ainda... em guerra"
O mundo está em guerra. A Europa está destruida. O ano é 1943 e milhares de homens são mobilizado para a frente de batalha. A guerra destroi lares com as balas mas também lhes retiram elementos ainda que o combate esteja a milhares de quilómetros de distancia, quem sabe até num outro continente. Junto a mim estava um camarada igualmente nervoso. O som da artilharia soava ao longe. Falei com ele naquelas horas de ansiedade e nunca mais tornei a vê-lo. Mas nao falarei deste soldado desconhecido. A guerra destroi os sonhos. Algures num pais aliado esperava por este bravo uma mulher. Como será o amor pelos olhos de uma mulher? A imagem da mulher amada consegue elevar e manter moral de qualquer guerreiro na frente de batalha. Que sensação de vazio reinara perante a ausencia? Olhara esta anónima, que representa uma infindade de outras, todos os dias para o horizonte com a terna esperança de o seu amor volte são e salvo. As cartas são escassas, A informação é controlada. Num qualquer pais europeu o seu amor é forçado a combater numa guerra de poucos que muitos não compreendem. Ficará ela noites sem fim de candeeiro do alpendre ligado aguardando o seu amor voltar? Ainda numa provação tão grande como a guerra o amor reina. Mais uma prova de que quem ama acredita. Quem ama mantem acesa a chama. Ouvirá no radio as noticias das movimentações e apenas poderá formular desejos para que ele esteja bem. Quem ama luta. Eu luto! Eu acredito! Eu amo e quero amar!Apenas e só posso igualmente escrever-te esta carta em que falo de amor. Não sei quanto tempo mais tenho. Também eu sou um soldado desconhecido na frente de batalha. E guardo comigo aquela fotografia. Não desligues o candeeiro. Nunca mais tornei a ver aquele soldado. Soube ha dias que nunca mais voltou... Tambem me foi dito que por ele ainda hoje a sua amada espera. Sentada no alpendre com o seu melhor vestido e com todas as suas joias, numa cadeira de baloiço com o candeeiro de oleo aceso. Apenas consigo imaginar o que lhe vai no peito. Todos os seus sonhos despedaçados uma vida completamente mudada. Até ao dia em que se encontrarão outra vez. E ele lhe diga "ainda te amo..." ao que ela vai responder " esperarei até na eternidade por ti..."
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