segunda-feira, 1 de junho de 2009

"outra viagem..."

Vejo-me percorrer um enorme campo verde. Caminho por horas sem fim. Não ha Sol, mas ainda assim está o céu azul mais bonito que alguma vez vi. Não sei o que vou encontrar. Não sei o que significa. Colinas e colinas de erva verde. Busco insipiração no que me rodeia. Uma brisa vai remexendo as folhas. Dão-me pela cintura. Consigo toca-las mesmo sem ter que me baixar. Caminho sem direcção. Não há nada em ti que me dê sinais. Não há mais nada de mim na tua vida? É dia e claro por sinal. Algumas nuvens brancas vão passando. Mais uma colina e mais uma visão de infinito de colinas e verde. Não há Sol. Penso agora na carta que te escrevi. Porque neste cenário? Porquê aqui? Li algures e concordo plenamente que as duas cartas de amor que mais custam escrever são a primeira e a ultima. A primeira ja a escrevi e já ta entreguei. Podia te-la copiado de um qualquer sitio e assinar com o meu nome por baixo.Jamais falar de amor com uma carta escrita por outro. Como prova disse deixei pistas até na própria carta de modo a que a tornasse unica. Lembraste? Ainda ninguém sabe o que lá diz. Continua a ser só tua. Não tenho a menor ideia o que terás feito com ela. E não quero escrever a ultima. Porque quando há um adeus, o ultimo adeus fica sempre por dar. Não somos dois estranhos. Partilhamos uma serie de momentos. Estou todo vestido de branco. Também não consigo entender porque. Ainda que não compreenda continuo a andar. Caminho e vejo-me caminhar por anos a fio. Já me vi outrora neste momento. Devo te-lo vivido em sonhos. Via-me escrever a falar sobre um sitio com colinas de tons verde com erva pela cintura, sob um céu azul, com nuvens brancas mas sem Sol. Não consigo entender o que será. Claro que tenho as minhas teorias mas isso já é outra viagem.

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