O Silêncio... O silêncio é tudo o que eu consigo suportar. Tudo o que quero. Tudo o que desejo...
Estou cruel, frenético e exigente. A raiva do ruído apodera-se de mim. A confusão dos livros acomoda-se na minha mente. Não tolero o livro mais simplório nem a música mais banal. O meu cérebro agita-se e faz-me isolar. Chega de música, chega de livros, chega de frases simples ou frases complexas, chega de melodias, harmonias ou outras sinfonias, chega de palavras, letras e até pontuação, chega de reflexões, introspecções e até interrogações, chega da banalidade, chega da monotonia de pensamento, temos que apontar para a excelência individual, para a superação do nosso eu. Chega de música, chega de livros...
Chega de não nos ouvirmos pensar...
Chega de ruido... tem agora a palavra o nosso cérebro. Alimentemo-lo... para que nunca tenhamos necessidade de gostar do ruido e da banalidade que o nosso mundo nos rodeia.
O Silêncio espiritual para que possamos apreciar na totalidade tudo o que neste momento quis fazer desvanecer.
A música, os livros e as palavras...
às vezes o silêncio é um balsámo.
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