terça-feira, 5 de janeiro de 2010
"... em camara lenta..."
A fria noite de inverno não foi impeditivo para nada. Circulando e ziguezagueando por uma estrada bem escura. O carro pequeno continuava suave encosta abaixo por entre as curvas. A noite estava escura como breu. O pequeno tecto panorâmico nunca tinha sido experimentado. Com um ligeiro toque no botão de um dos passageiros fez com que rapidamente o tecto deslizasse, tendo como vista uma das mais bonitas noites estreladas da estação. No rádio toca inadvertidamente uma das bandas sonoras do seu amor. As mãos deles vão entrelaçadas. Ela observa com um olhar resplandescente o céu estrelado mesmo por cima. Ele vai tamborilando ritmadamente no volante. Toda esta cena parecia desenrolar-se em uma velocidade inferior à do restante mundo. Como se toda a situaçao se desenvolvesse em camara lenta. O frio que entrava pelo tecto, agora aberto, não foi impeditivo para nada. Ele diz-lhe com um sorriso satisfeito nos lábios, é...é fácil achar que estamos num filme... o ambiente, as estrelas, a música, a companhia rapidamente rematou ela... é tudo tão perfeito quando estamos juntos. E continuaram suavemente entre as curvas e a escuridão encosta abaixo.. Esta noite fria de inverno não foi impeditivo para nada. E parecia realmente que estavamos num filme.
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Naquele momento nada mais importava. Eramos so nos, perdidos nos nossos proprios pensamentos. Eu nos meus. Tu nos teus. Mas penso que pensavamos exactament o mesmo. Os nossos olhares, as nossas maos entrelaçadas denunciavam nos. E era so isso que importava naquele momento. Amo-te.
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