
(clique na foto para aumentar - copyright Anita Harris)
Era um dia de Outuno mas o Sol brilhava. A temperatura era amena. Soprava vento moderado da costa. O suficiente para poder abanar as arvores. Pelo caminho iamos tentando adivinhar como estaria o mar. Chegamos aquele nosso sitio. É raro haver alguem por aquelas paragens. É perto o suficiente para nos arriscarmos a ir até lá e é longe e escondido o suficiente para poucas pessoas irem até lá. O vento mantinha-se e alisava a superficie da onda. Esticando-as para cima. Só estavamos nós. Entramos na água, estava relativamente morna. Mais quente do que na maioria dos dias de Verão. É sempre uma ansiedade até descer a primeira onda. A alegria de uma criança marca os nossos rostos. Aqueles momentos permitem-nos observar o mundo em redor. Para e observar cada pormenor da nossa curta estada. E foi nessa observação que vi algo que nunca tinha presenciado. Algo mistico até que só é possivel com uma conjugação de factores que tive a sorte de presenciar. É preciso que o Sol brilhe, é preciso que o mar cresça no minimo até a um metro e é preciso que o vento sopre forte da costa. Quem observa da praia apenas consegue ver a onda rebentar, nós que observavamos ao largo da costa viamos o vento a tocar a onda e provocar um arco-iris que saia da propria onda. Claro que de cada vez que isso acontecia eu tinha que ver e observar. Um fenómeno que não dura mais que uns escassos segundos. Sei que não é meu costume postar fotografias, sei que a fotografia não é minha, mas dá para entender bem aquilo que estou a falar. Só se apercebe quem pode parar no mundo enquanto este continua a girar.
Saimos da água cinco horas depois... exaustos mas de sorriso nos lábios.
Sem comentários:
Enviar um comentário