quinta-feira, 16 de julho de 2009

"Guardo-os..."

Não leio os meus textos... Não procuro sequer a informação que contém neles. Há um qualquer controlo cerebral que me impede de o fazer. Apenas os olhos. Não os leio de todo. Ainda que de cada vez que insista em ler me relembre perfeitamente de cada pormenor, insisto em nunca ler. Não procuro qualquer tipo de melancolia nos meus textos antigos. Não procuro a melancolia de uma paixão passageira. Não procuro a incerteza de um romance breve. Não procuro ler os meus textos. Ainda que fale de ti. Ainda que fale daquilo que desejava poder dizer-te a verdade é que não o farei. Não procurei fazer-te sentir especial, para que depois te retires deixando-me para trás. Ficando entregue aquilo que eu bem entender. Aos meus textos, ao meu espaço e à minha imaginação. Aquilo a que eu bem entender. Aquilo que já não leio mais. Guardo-os num lugar bem terno dentro de mim. Mas não os procuro voltar a ler. São aguas passadas que eu não quero que voltem a mexer moinhos. São historias contadas que não precisam de ser ouvidas. É imaginação ao quadrado. É tudo ilusão. É tudo utopia! É pura ilusão... não leio os meus textos de recordação.

1 comentário:

  1. nao é tudo ilusao
    os textos nao sao aguas passadas, o seu conteudo é, mas como tu dizes, sao recordaçoes, nao sao para esquecer

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