quinta-feira, 23 de abril de 2009
"o ano por inventar..."
O amor torna as pessoas mais bonitas? A confiança que um amor correspondido traz faz com que as pessoas se sintam mais bonitas?Hoje sinto-me capaz de despejar centenas de perguntas e tornar este texto maçudo até para eu o escrever. Sentado a apreciar o anoitecer pergunto-me como estou. Pergunto-me como estarei daqui a um ano. Pergunto o que estarei a fazer? Quem irei conhecer?Que conversas irei ter? Com quem me vou cruzar? Geralmente não olho para trás. Sinto que a resposta está sempre à frente. A vida renova-se em cada segundo. O Mundo não espera por ninguém. Observo o monte que está à minha frente. Como eu adorava nesta hora procurar o seu pico e demorar-me lá. Reparo que hoje não escrevo como nos outros dias. Hoje sinto-me aborrecido, preocupado ainda que nada me preocupe, pensativo, transportei sem notar o turbilhão de emoções que ontem sentia. Reparto ao longo do dia as emoções tal como o clima numa pequenita ilha tropical. Hoje todo eu sou dúvidas! Hoje não tenho certezas. Hoje desconfio de tudo. Hoje estou cruel! Hoje estou frenético! A exigência é uma realidade! Já vejo a primeira estrela a despontar no firmamento. As horas passam por mim. Nada faço para as deter. Todo o tipo de dúvidas se apodera de mim. Ontem todo eu era confiança! Nesta hora devo te-la deixado algures entre o aqui o agora. Ainda que ninguém saiba aquilo que eu sinto fico feliz por ainda poder sonhar. Vejo a brisa acariciar as folhas muito ao de leve. Será que a brisa é livre? Ou apenas se manifesta por rotas milenares já pré-estabelecidas. Hoje senti a tua presença. Procuraste-me?Acabo por desvalorizar os conceitos daquilo que penso. Retrato-os por termos simples. Procuro levar o meu barco a bom porto. Fazer descansar a minha tripulação. Daqui da minha varada espero ver o Mundo. Agora reparo que parece haver uma necessidade quase divinal minha de sair e ir conhecer esta grande bola azul. Cruzar os mares tal como outrora foi feito. Caminhar por entre montes e vales. Dormirtar sobre um céu mil vezes mais estrelado do que este. Sentir frio e sentir calor! Estico-me nas palavras, hoje tenho noção que este texto se pode ter tornado demasiado maçador para ser lido. Mas a isto eu chamo um desabafo. Não é por isto que venho cá escrever. Hoje o espaço que cresce entre nós é o maior que alguma vez houve. Podia ser tudo como no incio quando os nossos sorrisos são genuinos. Hoje não sei que dia é de que mês e o ano está por inventar. Hoje estou cruel... nada a declarar.
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